segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Entre falta de internet e frio

Fofuras deste mundo, seres doces e pacientes que têm esperado por mim, voltei! Não prometo é que seja por muito tempo.
A Muito Pipi mudou de casa e deixou para trás toda uma vida de alegria com internet da boa, todo o dia a toda a hora. Daqui a pouco tempo deverei ter o meu domicílio totalmente equipado com o que Londres tem para oferecer mas até lá, e enquanto a coisa não arranca, resta-me agarrar momentos de Wi-Fi amigo para partilhar umas imagens e escrever umas palavras do bem. Têm sido mais imagens do que palavras, bem sei. Mas hoje será diferente! 
Ora bem, a cidade de Londres não era propriamente desconhecida para mim. Muito menos o seu simpático e refrescante inverno. Mas meus queridos, nada me podia preparar para a violação que a pele sofre aqui!
Uma pessoa pensa que domina o mundo da beleza. E vem toda pronta, com um manancial de produtos, de técnicas e de ideias infalíveis para resistir ao frio que, no fundo no fundo, nem espera que seja assim tão chocante. Como em qualquer história de terror os primeiros dias correram bem. Pele impecável (eliminadas que estão borbulhas vagabundas do mal!), cabelo bem comportado, corpo quente e protegido. Mas de repente, vá-se lá saber como ou porquê, a loucura desceu à cidade e cravou as suas geladas garras pontiagudas em mim. Uma festa de secura nasal e de orelhas de onde voam com o vento peles e mais peles, como se de infitas peles soltas fossem formadas. E aí uma pessoa inspira e saca das grandes armas: super hidratantes e lã! E besunta-se. E enrola-se toda. E segue o seu caminho. E nisto o pescoço começa a ficar com comichão. E a pessoa coça. E coça mais um pouco. E quando chega a casa é brindada com a maravilhosa oportunidade de se ver ao espelho e de perceber que, onde antes havia um caminho para o rosto, descansa agora uma planície de irritação, vermelhidão e destruição!
Aterrorizada que estava com a possibilidade do horror se estender à zona labial, corri para agarrar um dos melhores hidratantes de sempre: Rêve de Miel (já falado aqui)!
Pois é meus queridos, muito material vai e vem, mas este fofinho permanece. E até pode não morar sempre na mesma casa que eu. Mas nunca abandona o meu coração! É que isto é coisa grossa, forte e profunda. Daquelas que salvam bocas por este mundo fora. E se a coisa funcionava mais que bem em Portugal, posso confirmar que em Londres a minha admiração segue firme.
Imagino que alguns conhecedores deste bálsamo possam estar a achar a embalagem que figura acima um bocado fajuta. Mas não! Este não é um caso de pirataria cosmética. Não não! O caso é outro: edição comemorativa e, permitam-me, super fofa!
Foi com com toda a alegria que, numa farmácia perto de casa (daquelas que vendem Bioderma, Nuxe e coisas que tais) me deparei com isto.
Bem... na verdade não foi com esta torre a fazer lembrar uma escadaria de bolinhos magnificamente recheados que me deparei. Teria sido bom. Teria sido bonito. Mas não! No meu caso havia embalagens com diferentes cores espalhadas pelo balcão. Não tão bonito, mas igualmente bom!
E claro, agarrei logo a versão cor de rosa, ou não fosse eu a pobre louca da "cor das meninas".
Por aqui estas simpáticas surpresas custam 9.5 libras. E... quero todas!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Burt's Bees, ou o cheiro que amedronta a Roberta

Fofuras deste mundo, semanas depois da bomba residencial ter sido largada neste estaminé, eis que a Muito Pipi reaparece, vinda do frio das nuvens londrinas, para partilhar uma super maravilha invernal.
Há algum tempo atrás, numa das costumeiras mas sempre excitante promoções Bootianas, consegui arrecadar um pack da Burt's Bees pelo magnífico preço de... tchanananã! Zero libras! Oh yes! Alegria das alegrias! Tão emocionante quanto a experiência com o recheio da caixinha amarela de cartão: um bálsamo labial suuuuper mentolado, um creme para cutículas numa caixinha bem fofa e uma bisnaga recheada de material capaz de salvar muita manúpula negligenciada. Tudo bem bom, tudo bem simpático, tudo bem eficiente. E assim entrou a Burt's Bees alegremente para a minha mala londrina, sempre a precisar de protectores para o frio.
No meio disto tudo a única infeliz é a Roberta. É verdade! A minha querida irmã não ficou nada contente com esta situação. E não por ser uma bruxa invejosa, de nariz comprido e verruga peluda. Não por querer ver o meu mal em forma de tristeza ressequida. Não por querer assistir, rindo maleficamente, enquanto as minhas mãos e lábios largam pedaços qual réptil rastejante a ofertar pele (como esta história pode fazer suspeitar).
Não! É tudo uma questão de cheiro. Uma pessoa encremalha-se, aproxima-se ingenuamente da irmã amada e eis que uma voz aterrorizada exclama: "Cada vez que ela vai a Londres traz cremes de mãos mal cheirosos!" Credo! Infâmia das infâmias! Como assim? Como ousa Roberta sequer colocar a hipótese da Muito Pipi andar por aí com perfumes chocantes? Bem me parecia que esta cria tinha sido encontrada no caixote do lixo! Só um trauma desse calibre pode explicar tamanha desfaçatez.
Mas tudo bem! Porque a vingança se serve fria, aproveito para deixar uma mensagem à minha doce e querida irmã: Meu amor, agora que eu vivo em Londres, imagina tu o pantanal de fragrâncias asquerosas com as quais te vou poder brindar no Natal! Merry (Smelly) Christmas darling!

sábado, 25 de outubro de 2014

Algures entre uma dica e uma novidade

Diquinha amiga, rapidinha, super (mas super mesmo!) inovadora! Inesperada. Loucamente surpreendente. Algo nunca antes visto! Ui ui!
Fofuras deste mundo, vive com vocês todo um comboio de batonzada (castanha, creme, laranja que nem um fruto redondo, rosona ou vermelhona sangue fresco) que não sabem como usar?
Durante muitos anos a Muito Pipi não comprava maquiagem, em grande parte porque a família fofura máxima de onde venho fazia o favor de encher a minha vida com produtada da boa. Dior, Estée Lauder, Yves Saint Laurent, Lâncome e afins iam aparecendo embrulhadas duas vezes por ano: Natal e Aniversário.
Agradecimentos eternos por esses anos de oferendas divinas. Mas uma coisa que sucede com as ofertas é a inevitável impossibilidade de escolher. E no meio de paixões à primeira vista, vieram também cores que durante anos não conseguia usar.
Ora fofuras, pasmem com a revelação escaldante que tenho para soltar aqui: basta misturar! Cores muito escuras com outras clarinhas. Batons sem grande cor com gritantes amigos deslizantes. Uhhhhhh! Quanta criatividade! Bem sei meus queridos, bem sei!
Também sei que há pessoas que não apreciam a sujadela que acaba por se dar quando se misturam cores na boca. Mas nada que um dedinho simpático ou um doce e amigo pincel não possam resolver. E nisto cria-se uma infinidade de cores. Um pouco mais vivas, com um toque de morte ou um soltanço da franga em forma de brilhantes.
Como nota final, uma novidade refrescante (em consonância com o tempo que se faz sentir): A Muito Pipi vai mudar-se para Londres! Oh sim senhores, a paixão à distância vai transformar-se num casamento, com tudo o que isso implica. Excitação pela partilha, convivência diária, noites loucas de diversão, zangas ocasionais resolvidas com lembranças de amor e, claro, saudades de outras paixões.
Este blog continua pois numa casa física diferente, mas no mesmo espaço interior de sempre. E em jeito de conclusão, sempre atenta a pessoas fofas que disseram que gostariam muito de me ver (escrever) noutro registo, quem sabe se não sai um blog novo? Oh no, not another emigration blog (carinha sorridente, olhinho piscador)! Bem sei que isto tem estado lento que nem um caracol coxo e embriagado. Sabe-se lá o que a entrada de um novo filho pode fazer a uma pessoa. A ver vamos! Que as águas do Tamisa me inspirem!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Células mortas? Ou uma sobremesa deliciosa?

A Muito Pipi tem andado fugida. De tal forma que qualquer dia este blog vai ser obrigado a mudar de nome, para "Um Blog Muito Morto". Antes que isso acontença, e porque acredito nos meus poderes reanimadores, desçamos juntos às profunduras da beleza alimentar.
Não meus queridos, esta não vai ser um incursão pelo mundo da nutrição. Não! Por estes lados fala-se de material de beleza comestível. Um pouco ao estilo Nara, aquela maravilhosa invenção das televendas, que prometia depilar e alimentar Portugal. Alguém se lembra? Alguém usou? Alguém comeu? Com pêlos? Sem pêlos? Partilhai, por favor partilhai as vossas histórias (aqui, a prova de que a Muito Pipi não é a única a lembrar-se deste diamante bruto das noites de insónia).
Há algum tempo atrás, Hamburguer (uma das melhores amigas desta pessoa que vos escreve) partilhou comigo, entusiasmada pela sua mais recente descoberta, todo um mundo de pormenores super especiais acerca de uma tal de LUSH, uma marca aparentemente focada no respeito pelos animais e na comercialização de produtos fresquinhos e fofos. Mais: decidida a soltar o vício em mim, a mistura humana de pão, alface e carne, tomou a iniciativa de me brindar (como prova a imagem instagramal) com todo um cabaz de excitantes produtos da marca inglesa. Cada um mais giro que o anterior, cada um mais criativo do que qualquer coisa que eu pudesse realmente imaginar.
De todas as ofertas, uma em particular captou a minha atenção. Bubblegum! Um exfoliante labial com cheirinho (e saborzinho) a... pastilha elástica, pois claro!
Fofuras, exfoliar com este material é uma festa. Um convívio belezístico com direito a cocktail. Um mar doce de sal cor-de-rosa. Uma maneira de manter tudo em movimento para as pessoas com pouco tempo. Porquê? Embeleza e alimenta. Um dois em um como não há igual. Depois de massajar os lábios com esta pastinha rosa, nada de lhes atirar água para cima. Não! É sacar essas línguas para fora e lamber tudo bem lambido, que foi para isso que isto foi feito. "Ah, Muito Pipi, não acho muito bem estar a lamber células mortas e a comer exfoliante!" Se não acha, claramento é porque nunca aqui meteu a boca.
Eu, a outrara nada ligada a exfoliantes labiais, dou por mim, antes de lavar os dentes, a pensar: "Apetece-me qualquer coisa doce!". E é sem qualquer vergonha que me vejo obrigada a confessar que, por mais do que uma vez, passei o dedinho indicador no exfoliante e levei-o à boca. Ao interior mesmo! E sim, ignorei a paragem labial óbvia. E sim, gostei muito! E sim, vou continuar! Lamberei Bubblegum até que a língua me doa. Que os lábios me caiam. Que os dentes se revoltem. Que não haja 7.25 euros para comprar um potinho.
Bubblegum: por um snack no WC!


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Toda a Verdade Sobre Sprays

Qual é coisa qual é ela que promete facilitar a vida de uma pessoa, transformando os nossos dias numa bruma paradisíaca? Produtos em spray, pois claro.
Este Verão foi uma festa. Achei que tinha chegado o momento de deixar que as borrifadelas tomassem conta da minha vida e comprei tudo aquilo que a minha consciência permitiu. Entre protector solar, hidratante e mais uma ou outra novidade escaldante, escancarei com alegria as portas da minha vida e deixei a produtada entrar. O resultado: horror!
Não sei como fazem vocês, fadas e duendes da sprayzada, mas isto claramente não é para mim. Uma pessoa borrifa-se toda, fica feliz e segue contente a sua vida. Tudo para perceber que deixou um rasto de horror escorregadio. Que o chão ficou muito bem hidratado. Que a parede se encontra protegida contra qualquer ataque solar. Que as manchinhas brancas no comando da televisão mais não são do que leave-in capilar!
Mais inovadoramente emocionante ainda é o momento em que se percebe que não só a nossa casa foi transformada num antro de pingas perdidas, como a dos outros. É verdade meus queridos, este Verão a Muito Pipi teve a bondade de levar uma pista de patinagem artísticas (e belezística) ao, outrora vulgar, quarto da sua querida irmã Roberta.
"A tua irmã foi operada, não pode andar num sítio assim!" Ai ela foi operada? E eu fui enganada! Nunca ninguém me disse que isto ia ser assim. Ai a Roberta já não tem menisco? E eu já não tenho hidratante! O que são umas escorregadelas e a possibilidade de ter um joelho invadido (pela terceira) vez em comparação com uma vida de terror e dúvida? Hum?????!!! Como pode alguém viver assim? Onde anda o produto recém esguichado? Estará no chão? Na porta? No espelho? Na minha cara? Quiçá na mala? Hidratante corporal no cabelo? Leave-in nos olhos? No vestido novo? Não!!!!!!!!!!
Posto isto, para todas as pessoas que conseguem controlar e direccionar os produtos que usam, infinito amor, infinito carinho, infinita inveja!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Liebster, is that you?

Chamem-me louca, alienada e estranha, mas a verdade é que, até à sexta feira passada, desconhecia por completo o conceito de Liebster Award. De tal forma que cheguei a chamar-lhe Lisbster, Lesbester e até Lobster Award, como que inconscientemente imaginando pinças virtuais a carregar prémios por uma praia fora.
Passada a confusão incial, esforcei-me por perceber o que era, de onde veio e para onde vai. Tarefa nada fácil! Seguir o caminho deste selo não é, de todo, uma tarefa fácil. Para além de tudo o resto, foi uma emoção perceber que (também virtualmente) quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. De exclamação! Daqueles grandes e anafados. Fofuras, vocês iam ficar maravilhados com a quantidade de versões de regras que eu encontrei. É uma loucura! Posto isto, decidi seguir o guião que a minha nomeadora, a simpática Catarina do A Yellow Rain, recomendou.
Supostamente o Liebster Award é como uma TAG, dirigida a blogs pequenos (com menos de 200 seguidores). Logo aqui surgiu-me uma grande questão: como contabilizar o número de seguidores? Likes no Facebook? Pessoal que persegue através do Google? Ou serão seguidores do Instagram que contam? Número de visitas? Ohhhhhhhhhhhhh! Tantas opções, regras tão abertas. Ohhhh! E é assim que, com muitas dúvidas, mas cheia de força, se inicia agora a edição Muito Pipi do

com as perguntas da Catarina e, claro, as minhas respostas.

1- Sobre o que é que o teu blog fala?
Beleza! Com um toque divertido, descomprometido e leve, mas sempre cuidadoso no conteúdo e na forma.

2- Porque o criaste?
Basicamente para falar com alguém. Não, a Muito Pipi não é uma largada no mundo. Mas é uma apaixonada por beleza num universo amigal e familiar povoado por interessados noutras coisas.
As minha amigas diziam-me: "Oh Pipi (sim, elas chamam-me mesmo Pipi!), podias criar um blog para contar essas coisas que vais descobrindo." No fundo, bem lá no fundo, creio que isto não foi mais do que um grito de socorro, do que uma tentativa de fuga aos meus intermináveis discursos belezísticos. Mas agradeço muito o incentivo. E hoje é tudo muito melhor, porque os meus amigos podem ler e ouvir o que eu tenho para dizer. É um dois em um (de terror)!

3- Gostavas de fazer do blog a tua profissão?
Para mim escrever é uma diversão, uma forma de me expressar e de partilhar temas com um toque pessoal. Mas não. Neste momento da minha vida não gostaria de transformar o blog numa profissão. Futuramente tudo pode mudar, mas por enquanto dirijo os meus holofotes a uma carreira totalmente diferente.

4- Os teus familiares e amigos conhecem o teu blog? Se não, porquê?
Conhecem sim senhora! Alguns porque foram informados, outros porque descobriram. Por exemplo, o meu pai sabe da existência do blog desde o início, mas só há pouco tempo veio ter comigo e proferiu imortais palavras: "Quando é que me mostras o pipi?". Hummmmmmm... Sinistro!
Outro momento alto da relação familiar deu-se quando, por engano, deixei um comentário a um tio, com o nome de "A Muito Pipi". Maravilhado com uma visita tão ilustre quanto suspeita, o meu tio apressou-se a conhecer o blog. Aí surpreendeu-se por não ser um espaço de indecência (como confessou ter imaginado) e, mais ainda, pela presença da carinha do seu filho como um dos gostadores do blog via Facebook. Decidido a desventar o mistério da Muito Pipi desconhecida, perguntou ao meu primo quem era tamanha personagem. A resposta não se fez tardar: "Não sei nada disso! Não tenho nada a ver com isso!"
E basicamente é isto! Entre pais que pedem para ver pipis e primos que negam qualquer relação com este blog, cá vou andando.

5- Se pudesses viajar para qualquer lugar no mundo, para onde ias?
Neste momento para Londres. Adoro a cidade, a conjugação perfeita da tradição e da inovação, a simpatia das pessoas, as ruas longas, os parques cheios de recantos mágicos, as pontes e o rio, as oportunidades e as novidades que por lá se passeiam.

6- Qual é o teu lema de vida?
Não tenho! As pessoas mudam, os contextos mudam e, por isso mesmo, lemas de vida mudam igualmente. Acho que o ser humano que sou eu é infinitamente mais complexo do que qualquer lema que possa parecer fazer sentido neste momento.

7- Qual é o teu sítio preferido (que já tenhas ido)?
Fora de Portugal Londres! A primeira vez que visitei a cidade não tinha grandes expectativas mas não houve como evitar um louco amor à primeira vista. Lá até mesmo o clima me encanta (loucona máxima!)! Acho que se Londres tivesse sempre sol seria impossível para as outras cidades rivalizar com ela.
Em Portugal, não há como negar uma relação profundamente emotiva com Setúbal e a sua Serra da Arrábida (um dos sítios mais bonitos do mundo!) e com Castelo de Bode e a sua barragem.

8- O que é que te faria sentir realizado com a vida?
Trabalhar muito, viajar muito e estar com as minhas pessoas preferidas mais vezes ainda.

9- Qual é a melhor prenda que poderias receber? 
De uma forma geral tenho as coisas que quero. Mas claro que umas coisinhas simpáticas da Dior uma pessoa não nega. 

10- Qual é o blog que mais gostas?
Sou viciadona (tipo stalker horripilante) no Dia de Beauté. Acho que a magia da autora reside num misto de conhecimento e de naturalidade. Aprecio particulamente ver as imperfeições. Não por ser uma madrasta má que quer ver todas as outras mulheres do mundo em maus lençóis, mas porque sou fã de pessoas que se aceitam como seres humanos.

11- Qual foi a tua melhor publicação ou a que mais gostaste?
É uma questão complexa. Por norma quando escrevo alguma coisa e a mando publicar é porque me sinto feliz com o resultado. Ainda assim, gosto particulamente de escrever coisas parvas, como foi o caso deste post super armadilhado.

Agora uma palavra de amor a carinho para os nomeados abaixo. Ao que parece é suposto que façam um post com a seguinte informação:
-o nome da coisa mais linda do mundo que vos nomeou;
-a resposta às 11 questões criadas por essa coisa mais linda especialmente para vocês;
-o nome dos blogs que querem nomear (idealmente 11 e idealmente com menos de 200 seguidores);
-11 novas questões para as vossas vítimas responderem;
Ahhhh, e não se esqueçam! É suposto avisar os vossos nomeados e enviar-lhes o link do post onde falam deles.
E agora a regra mais importante de todas (diz a Muito Pipi): Isto é uma nomeação, não um castigo malvado! Nada disto é uma obrigação, por isso sintam-se livres para parar esta corrente se não vos apetecer entrar neste mundo da Liebstalhada.
Posto isto, as perguntas/frases para completar que sairam desta cabeça são:
1. Como escolheste o nome do teu blog (desconfio esta questão é popular)?
2. O que inspira a escrita do teu blog?
3. Que papel tem o blog na tua vida?
4. Se pudesses entrevistar alguém, quem seria o eleito?
5. Qual foi o post que mais gosto te deu escrever (questão semi rapinada da Catarina)?
6. Qual foi o melhor post, escrito por outra pessoa, que já leste?
7. Quais são as grandes paixões da tua vida?
8. O meu grande sonho de consumo é____________________________________;
9. Se pudesse ser um objecto seria ______________________________________;
10. Adoro o cheiro de__________________________________________________;
11. Acho que um bom blog deve_________________________________________;

E os nomeados da Muito Pipi (perdoem, desculpem, mas não posso jurar que todos estes fofinhos tenham menos de 200 seguidores. Ainda assim acredito que não sejam gigantescos e por isso acho que servem o propósito) são:
3. Moda e Outros Vícios (para ver se volta à acção! Tenho saudades!)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pele minha pele minha, quem fica triste por não fazer nenhuma comprinha?

Na semana passada fiz uma revelação bombástica! Voltei a lavar a cara de manhã!
Não fofuras, o chamamento da limpeza não se apoderou de mim. Lamento desiludir as vossas almas limpas, mas eu sou exactamente a mesma imunda matinal que era há dois anos atrás.
O que mudou? A pele fofuras! A vossa querida Muito Pipi foi surpreendida por um ataque de loucura facial. A outrora algo sensível, mas relativamente calma pele, que só aparvalhava em auto-defesa (como neste episódio negramente vermelho), tem andado a viver um momento de profunda rebeldia.
"Oh, minha querida, estás seca? Toma lá este creminho. Agora estás oleosa? Tudo bem, eu compreendo. Realmente não é fácil ser uma pele. Olha, experimenta isto. Ah... agora entraste em erupção? Não faz mal. Estou aqui para ti. Deita tudo cá para fora. Ai agora estás vermelha? Não te enerves que é pior, meu docinho!"
Meses de carinho, dedicação e investimento financeiro. Semanas passadas com dois cremes diferentes: um para as zonas secas, um para as oleosas. Dias de termalizações calmantes. Fiz tudo por ela e sabem que mais? Não serviu de nada! Presa por ter cão e presa por não ter, decidi correr para o meu dermatologista e fazer o que toda a mulher adulta faz quando se sente injustiçada: queixinhas.
Disse-lhe quão extenuantes tinham sido estes últimos meses e quão cansada estava desta vida. Falei-lhe do meu desejo de me entender com a pele. A resposta foi tão certeira como inesperada: "Está com acne adulta. Ligeira mas ainda assim acne."
Como? Acne? Mas... como? Ohhhhhh... acne? Isto é acne? Passada a surpresa inicial veio a compreensão. Afinal a minha pele não é uma estúpida sem sentimentos. Ela está doentinha! Oh... coitada!
Segundos passados a acarinhar a pele transformaram-se em minutos a tentar perceber as novas regras cutâneas. Ora bem... para começar acabaram-se os testes, as brincadeiras e as intimidades com todo um mundo de produtos.
A partir de agora é lavar o rosto com gel específico, hidratar com um produto específico, proteger a pele do sol com coisas específicas, lavar novamente com um gel específico e aplicar um produto de tratamento antes de dormir. Todo o dia, todos os dias! Sem desvios, rotas novas ou caminhos alternativos. Assim é negada a criatividade a uma pessoa.
Alegria das alegrias é o facto de neste momento estar na fase do tratamento em que tudo o que é borbulha aparentemente incubada vem à superfície. Wiiiii! Loucura! Em vez de 2 ou 3 bestas há agora umas 5 ou 6 a habitar neste rosto que é o meu, sendo que são esperadas mais durante as próximas 2/3 semanas. Uma festa na minha cara portanto, festa essa para a qual claramente não fui convidada mas à qual, ainda assim, tenho de assistir. Ah... e abrir espaço para quem mais queira juntar-se às comemorações. E assim se entra nos 29!