segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Entre falta de internet e frio

Fofuras deste mundo, seres doces e pacientes que têm esperado por mim, voltei! Não prometo é que seja por muito tempo.
A Muito Pipi mudou de casa e deixou para trás toda uma vida de alegria com internet da boa, todo o dia a toda a hora. Daqui a pouco tempo deverei ter o meu domicílio totalmente equipado com o que Londres tem para oferecer mas até lá, e enquanto a coisa não arranca, resta-me agarrar momentos de Wi-Fi amigo para partilhar umas imagens e escrever umas palavras do bem. Têm sido mais imagens do que palavras, bem sei. Mas hoje será diferente! 
Ora bem, a cidade de Londres não era propriamente desconhecida para mim. Muito menos o seu simpático e refrescante inverno. Mas meus queridos, nada me podia preparar para a violação que a pele sofre aqui!
Uma pessoa pensa que domina o mundo da beleza. E vem toda pronta, com um manancial de produtos, de técnicas e de ideias infalíveis para resistir ao frio que, no fundo no fundo, nem espera que seja assim tão chocante. Como em qualquer história de terror os primeiros dias correram bem. Pele impecável (eliminadas que estão borbulhas vagabundas do mal!), cabelo bem comportado, corpo quente e protegido. Mas de repente, vá-se lá saber como ou porquê, a loucura desceu à cidade e cravou as suas geladas garras pontiagudas em mim. Uma festa de secura nasal e de orelhas de onde voam com o vento peles e mais peles, como se de infitas peles soltas fossem formadas. E aí uma pessoa inspira e saca das grandes armas: super hidratantes e lã! E besunta-se. E enrola-se toda. E segue o seu caminho. E nisto o pescoço começa a ficar com comichão. E a pessoa coça. E coça mais um pouco. E quando chega a casa é brindada com a maravilhosa oportunidade de se ver ao espelho e de perceber que, onde antes havia um caminho para o rosto, descansa agora uma planície de irritação, vermelhidão e destruição!
Aterrorizada que estava com a possibilidade do horror se estender à zona labial, corri para agarrar um dos melhores hidratantes de sempre: Rêve de Miel (já falado aqui)!
Pois é meus queridos, muito material vai e vem, mas este fofinho permanece. E até pode não morar sempre na mesma casa que eu. Mas nunca abandona o meu coração! É que isto é coisa grossa, forte e profunda. Daquelas que salvam bocas por este mundo fora. E se a coisa funcionava mais que bem em Portugal, posso confirmar que em Londres a minha admiração segue firme.
Imagino que alguns conhecedores deste bálsamo possam estar a achar a embalagem que figura acima um bocado fajuta. Mas não! Este não é um caso de pirataria cosmética. Não não! O caso é outro: edição comemorativa e, permitam-me, super fofa!
Foi com com toda a alegria que, numa farmácia perto de casa (daquelas que vendem Bioderma, Nuxe e coisas que tais) me deparei com isto.
Bem... na verdade não foi com esta torre a fazer lembrar uma escadaria de bolinhos magnificamente recheados que me deparei. Teria sido bom. Teria sido bonito. Mas não! No meu caso havia embalagens com diferentes cores espalhadas pelo balcão. Não tão bonito, mas igualmente bom!
E claro, agarrei logo a versão cor de rosa, ou não fosse eu a pobre louca da "cor das meninas".
Por aqui estas simpáticas surpresas custam 9.5 libras. E... quero todas!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Burt's Bees, ou o cheiro que amedronta a Roberta

Fofuras deste mundo, semanas depois da bomba residencial ter sido largada neste estaminé, eis que a Muito Pipi reaparece, vinda do frio das nuvens londrinas, para partilhar uma super maravilha invernal.
Há algum tempo atrás, numa das costumeiras mas sempre excitante promoções Bootianas, consegui arrecadar um pack da Burt's Bees pelo magnífico preço de... tchanananã! Zero libras! Oh yes! Alegria das alegrias! Tão emocionante quanto a experiência com o recheio da caixinha amarela de cartão: um bálsamo labial suuuuper mentolado, um creme para cutículas numa caixinha bem fofa e uma bisnaga recheada de material capaz de salvar muita manúpula negligenciada. Tudo bem bom, tudo bem simpático, tudo bem eficiente. E assim entrou a Burt's Bees alegremente para a minha mala londrina, sempre a precisar de protectores para o frio.
No meio disto tudo a única infeliz é a Roberta. É verdade! A minha querida irmã não ficou nada contente com esta situação. E não por ser uma bruxa invejosa, de nariz comprido e verruga peluda. Não por querer ver o meu mal em forma de tristeza ressequida. Não por querer assistir, rindo maleficamente, enquanto as minhas mãos e lábios largam pedaços qual réptil rastejante a ofertar pele (como esta história pode fazer suspeitar).
Não! É tudo uma questão de cheiro. Uma pessoa encremalha-se, aproxima-se ingenuamente da irmã amada e eis que uma voz aterrorizada exclama: "Cada vez que ela vai a Londres traz cremes de mãos mal cheirosos!" Credo! Infâmia das infâmias! Como assim? Como ousa Roberta sequer colocar a hipótese da Muito Pipi andar por aí com perfumes chocantes? Bem me parecia que esta cria tinha sido encontrada no caixote do lixo! Só um trauma desse calibre pode explicar tamanha desfaçatez.
Mas tudo bem! Porque a vingança se serve fria, aproveito para deixar uma mensagem à minha doce e querida irmã: Meu amor, agora que eu vivo em Londres, imagina tu o pantanal de fragrâncias asquerosas com as quais te vou poder brindar no Natal! Merry (Smelly) Christmas darling!

sábado, 25 de outubro de 2014

Algures entre uma dica e uma novidade

Diquinha amiga, rapidinha, super (mas super mesmo!) inovadora! Inesperada. Loucamente surpreendente. Algo nunca antes visto! Ui ui!
Fofuras deste mundo, vive com vocês todo um comboio de batonzada (castanha, creme, laranja que nem um fruto redondo, rosona ou vermelhona sangue fresco) que não sabem como usar?
Durante muitos anos a Muito Pipi não comprava maquiagem, em grande parte porque a família fofura máxima de onde venho fazia o favor de encher a minha vida com produtada da boa. Dior, Estée Lauder, Yves Saint Laurent, Lâncome e afins iam aparecendo embrulhadas duas vezes por ano: Natal e Aniversário.
Agradecimentos eternos por esses anos de oferendas divinas. Mas uma coisa que sucede com as ofertas é a inevitável impossibilidade de escolher. E no meio de paixões à primeira vista, vieram também cores que durante anos não conseguia usar.
Ora fofuras, pasmem com a revelação escaldante que tenho para soltar aqui: basta misturar! Cores muito escuras com outras clarinhas. Batons sem grande cor com gritantes amigos deslizantes. Uhhhhhh! Quanta criatividade! Bem sei meus queridos, bem sei!
Também sei que há pessoas que não apreciam a sujadela que acaba por se dar quando se misturam cores na boca. Mas nada que um dedinho simpático ou um doce e amigo pincel não possam resolver. E nisto cria-se uma infinidade de cores. Um pouco mais vivas, com um toque de morte ou um soltanço da franga em forma de brilhantes.
Como nota final, uma novidade refrescante (em consonância com o tempo que se faz sentir): A Muito Pipi vai mudar-se para Londres! Oh sim senhores, a paixão à distância vai transformar-se num casamento, com tudo o que isso implica. Excitação pela partilha, convivência diária, noites loucas de diversão, zangas ocasionais resolvidas com lembranças de amor e, claro, saudades de outras paixões.
Este blog continua pois numa casa física diferente, mas no mesmo espaço interior de sempre. E em jeito de conclusão, sempre atenta a pessoas fofas que disseram que gostariam muito de me ver (escrever) noutro registo, quem sabe se não sai um blog novo? Oh no, not another emigration blog (carinha sorridente, olhinho piscador)! Bem sei que isto tem estado lento que nem um caracol coxo e embriagado. Sabe-se lá o que a entrada de um novo filho pode fazer a uma pessoa. A ver vamos! Que as águas do Tamisa me inspirem!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Células mortas? Ou uma sobremesa deliciosa?

A Muito Pipi tem andado fugida. De tal forma que qualquer dia este blog vai ser obrigado a mudar de nome, para "Um Blog Muito Morto". Antes que isso acontença, e porque acredito nos meus poderes reanimadores, desçamos juntos às profunduras da beleza alimentar.
Não meus queridos, esta não vai ser um incursão pelo mundo da nutrição. Não! Por estes lados fala-se de material de beleza comestível. Um pouco ao estilo Nara, aquela maravilhosa invenção das televendas, que prometia depilar e alimentar Portugal. Alguém se lembra? Alguém usou? Alguém comeu? Com pêlos? Sem pêlos? Partilhai, por favor partilhai as vossas histórias (aqui, a prova de que a Muito Pipi não é a única a lembrar-se deste diamante bruto das noites de insónia).
Há algum tempo atrás, Hamburguer (uma das melhores amigas desta pessoa que vos escreve) partilhou comigo, entusiasmada pela sua mais recente descoberta, todo um mundo de pormenores super especiais acerca de uma tal de LUSH, uma marca aparentemente focada no respeito pelos animais e na comercialização de produtos fresquinhos e fofos. Mais: decidida a soltar o vício em mim, a mistura humana de pão, alface e carne, tomou a iniciativa de me brindar (como prova a imagem instagramal) com todo um cabaz de excitantes produtos da marca inglesa. Cada um mais giro que o anterior, cada um mais criativo do que qualquer coisa que eu pudesse realmente imaginar.
De todas as ofertas, uma em particular captou a minha atenção. Bubblegum! Um exfoliante labial com cheirinho (e saborzinho) a... pastilha elástica, pois claro!
Fofuras, exfoliar com este material é uma festa. Um convívio belezístico com direito a cocktail. Um mar doce de sal cor-de-rosa. Uma maneira de manter tudo em movimento para as pessoas com pouco tempo. Porquê? Embeleza e alimenta. Um dois em um como não há igual. Depois de massajar os lábios com esta pastinha rosa, nada de lhes atirar água para cima. Não! É sacar essas línguas para fora e lamber tudo bem lambido, que foi para isso que isto foi feito. "Ah, Muito Pipi, não acho muito bem estar a lamber células mortas e a comer exfoliante!" Se não acha, claramento é porque nunca aqui meteu a boca.
Eu, a outrara nada ligada a exfoliantes labiais, dou por mim, antes de lavar os dentes, a pensar: "Apetece-me qualquer coisa doce!". E é sem qualquer vergonha que me vejo obrigada a confessar que, por mais do que uma vez, passei o dedinho indicador no exfoliante e levei-o à boca. Ao interior mesmo! E sim, ignorei a paragem labial óbvia. E sim, gostei muito! E sim, vou continuar! Lamberei Bubblegum até que a língua me doa. Que os lábios me caiam. Que os dentes se revoltem. Que não haja 7.25 euros para comprar um potinho.
Bubblegum: por um snack no WC!


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Toda a Verdade Sobre Sprays

Qual é coisa qual é ela que promete facilitar a vida de uma pessoa, transformando os nossos dias numa bruma paradisíaca? Produtos em spray, pois claro.
Este Verão foi uma festa. Achei que tinha chegado o momento de deixar que as borrifadelas tomassem conta da minha vida e comprei tudo aquilo que a minha consciência permitiu. Entre protector solar, hidratante e mais uma ou outra novidade escaldante, escancarei com alegria as portas da minha vida e deixei a produtada entrar. O resultado: horror!
Não sei como fazem vocês, fadas e duendes da sprayzada, mas isto claramente não é para mim. Uma pessoa borrifa-se toda, fica feliz e segue contente a sua vida. Tudo para perceber que deixou um rasto de horror escorregadio. Que o chão ficou muito bem hidratado. Que a parede se encontra protegida contra qualquer ataque solar. Que as manchinhas brancas no comando da televisão mais não são do que leave-in capilar!
Mais inovadoramente emocionante ainda é o momento em que se percebe que não só a nossa casa foi transformada num antro de pingas perdidas, como a dos outros. É verdade meus queridos, este Verão a Muito Pipi teve a bondade de levar uma pista de patinagem artísticas (e belezística) ao, outrora vulgar, quarto da sua querida irmã Roberta.
"A tua irmã foi operada, não pode andar num sítio assim!" Ai ela foi operada? E eu fui enganada! Nunca ninguém me disse que isto ia ser assim. Ai a Roberta já não tem menisco? E eu já não tenho hidratante! O que são umas escorregadelas e a possibilidade de ter um joelho invadido (pela terceira) vez em comparação com uma vida de terror e dúvida? Hum?????!!! Como pode alguém viver assim? Onde anda o produto recém esguichado? Estará no chão? Na porta? No espelho? Na minha cara? Quiçá na mala? Hidratante corporal no cabelo? Leave-in nos olhos? No vestido novo? Não!!!!!!!!!!
Posto isto, para todas as pessoas que conseguem controlar e direccionar os produtos que usam, infinito amor, infinito carinho, infinita inveja!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Liebster, is that you?

Chamem-me louca, alienada e estranha, mas a verdade é que, até à sexta feira passada, desconhecia por completo o conceito de Liebster Award. De tal forma que cheguei a chamar-lhe Lisbster, Lesbester e até Lobster Award, como que inconscientemente imaginando pinças virtuais a carregar prémios por uma praia fora.
Passada a confusão incial, esforcei-me por perceber o que era, de onde veio e para onde vai. Tarefa nada fácil! Seguir o caminho deste selo não é, de todo, uma tarefa fácil. Para além de tudo o resto, foi uma emoção perceber que (também virtualmente) quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. De exclamação! Daqueles grandes e anafados. Fofuras, vocês iam ficar maravilhados com a quantidade de versões de regras que eu encontrei. É uma loucura! Posto isto, decidi seguir o guião que a minha nomeadora, a simpática Catarina do A Yellow Rain, recomendou.
Supostamente o Liebster Award é como uma TAG, dirigida a blogs pequenos (com menos de 200 seguidores). Logo aqui surgiu-me uma grande questão: como contabilizar o número de seguidores? Likes no Facebook? Pessoal que persegue através do Google? Ou serão seguidores do Instagram que contam? Número de visitas? Ohhhhhhhhhhhhh! Tantas opções, regras tão abertas. Ohhhh! E é assim que, com muitas dúvidas, mas cheia de força, se inicia agora a edição Muito Pipi do

com as perguntas da Catarina e, claro, as minhas respostas.

1- Sobre o que é que o teu blog fala?
Beleza! Com um toque divertido, descomprometido e leve, mas sempre cuidadoso no conteúdo e na forma.

2- Porque o criaste?
Basicamente para falar com alguém. Não, a Muito Pipi não é uma largada no mundo. Mas é uma apaixonada por beleza num universo amigal e familiar povoado por interessados noutras coisas.
As minha amigas diziam-me: "Oh Pipi (sim, elas chamam-me mesmo Pipi!), podias criar um blog para contar essas coisas que vais descobrindo." No fundo, bem lá no fundo, creio que isto não foi mais do que um grito de socorro, do que uma tentativa de fuga aos meus intermináveis discursos belezísticos. Mas agradeço muito o incentivo. E hoje é tudo muito melhor, porque os meus amigos podem ler e ouvir o que eu tenho para dizer. É um dois em um (de terror)!

3- Gostavas de fazer do blog a tua profissão?
Para mim escrever é uma diversão, uma forma de me expressar e de partilhar temas com um toque pessoal. Mas não. Neste momento da minha vida não gostaria de transformar o blog numa profissão. Futuramente tudo pode mudar, mas por enquanto dirijo os meus holofotes a uma carreira totalmente diferente.

4- Os teus familiares e amigos conhecem o teu blog? Se não, porquê?
Conhecem sim senhora! Alguns porque foram informados, outros porque descobriram. Por exemplo, o meu pai sabe da existência do blog desde o início, mas só há pouco tempo veio ter comigo e proferiu imortais palavras: "Quando é que me mostras o pipi?". Hummmmmmm... Sinistro!
Outro momento alto da relação familiar deu-se quando, por engano, deixei um comentário a um tio, com o nome de "A Muito Pipi". Maravilhado com uma visita tão ilustre quanto suspeita, o meu tio apressou-se a conhecer o blog. Aí surpreendeu-se por não ser um espaço de indecência (como confessou ter imaginado) e, mais ainda, pela presença da carinha do seu filho como um dos gostadores do blog via Facebook. Decidido a desventar o mistério da Muito Pipi desconhecida, perguntou ao meu primo quem era tamanha personagem. A resposta não se fez tardar: "Não sei nada disso! Não tenho nada a ver com isso!"
E basicamente é isto! Entre pais que pedem para ver pipis e primos que negam qualquer relação com este blog, cá vou andando.

5- Se pudesses viajar para qualquer lugar no mundo, para onde ias?
Neste momento para Londres. Adoro a cidade, a conjugação perfeita da tradição e da inovação, a simpatia das pessoas, as ruas longas, os parques cheios de recantos mágicos, as pontes e o rio, as oportunidades e as novidades que por lá se passeiam.

6- Qual é o teu lema de vida?
Não tenho! As pessoas mudam, os contextos mudam e, por isso mesmo, lemas de vida mudam igualmente. Acho que o ser humano que sou eu é infinitamente mais complexo do que qualquer lema que possa parecer fazer sentido neste momento.

7- Qual é o teu sítio preferido (que já tenhas ido)?
Fora de Portugal Londres! A primeira vez que visitei a cidade não tinha grandes expectativas mas não houve como evitar um louco amor à primeira vista. Lá até mesmo o clima me encanta (loucona máxima!)! Acho que se Londres tivesse sempre sol seria impossível para as outras cidades rivalizar com ela.
Em Portugal, não há como negar uma relação profundamente emotiva com Setúbal e a sua Serra da Arrábida (um dos sítios mais bonitos do mundo!) e com Castelo de Bode e a sua barragem.

8- O que é que te faria sentir realizado com a vida?
Trabalhar muito, viajar muito e estar com as minhas pessoas preferidas mais vezes ainda.

9- Qual é a melhor prenda que poderias receber? 
De uma forma geral tenho as coisas que quero. Mas claro que umas coisinhas simpáticas da Dior uma pessoa não nega. 

10- Qual é o blog que mais gostas?
Sou viciadona (tipo stalker horripilante) no Dia de Beauté. Acho que a magia da autora reside num misto de conhecimento e de naturalidade. Aprecio particulamente ver as imperfeições. Não por ser uma madrasta má que quer ver todas as outras mulheres do mundo em maus lençóis, mas porque sou fã de pessoas que se aceitam como seres humanos.

11- Qual foi a tua melhor publicação ou a que mais gostaste?
É uma questão complexa. Por norma quando escrevo alguma coisa e a mando publicar é porque me sinto feliz com o resultado. Ainda assim, gosto particulamente de escrever coisas parvas, como foi o caso deste post super armadilhado.

Agora uma palavra de amor a carinho para os nomeados abaixo. Ao que parece é suposto que façam um post com a seguinte informação:
-o nome da coisa mais linda do mundo que vos nomeou;
-a resposta às 11 questões criadas por essa coisa mais linda especialmente para vocês;
-o nome dos blogs que querem nomear (idealmente 11 e idealmente com menos de 200 seguidores);
-11 novas questões para as vossas vítimas responderem;
Ahhhh, e não se esqueçam! É suposto avisar os vossos nomeados e enviar-lhes o link do post onde falam deles.
E agora a regra mais importante de todas (diz a Muito Pipi): Isto é uma nomeação, não um castigo malvado! Nada disto é uma obrigação, por isso sintam-se livres para parar esta corrente se não vos apetecer entrar neste mundo da Liebstalhada.
Posto isto, as perguntas/frases para completar que sairam desta cabeça são:
1. Como escolheste o nome do teu blog (desconfio esta questão é popular)?
2. O que inspira a escrita do teu blog?
3. Que papel tem o blog na tua vida?
4. Se pudesses entrevistar alguém, quem seria o eleito?
5. Qual foi o post que mais gosto te deu escrever (questão semi rapinada da Catarina)?
6. Qual foi o melhor post, escrito por outra pessoa, que já leste?
7. Quais são as grandes paixões da tua vida?
8. O meu grande sonho de consumo é____________________________________;
9. Se pudesse ser um objecto seria ______________________________________;
10. Adoro o cheiro de__________________________________________________;
11. Acho que um bom blog deve_________________________________________;

E os nomeados da Muito Pipi (perdoem, desculpem, mas não posso jurar que todos estes fofinhos tenham menos de 200 seguidores. Ainda assim acredito que não sejam gigantescos e por isso acho que servem o propósito) são:
3. Moda e Outros Vícios (para ver se volta à acção! Tenho saudades!)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pele minha pele minha, quem fica triste por não fazer nenhuma comprinha?

Na semana passada fiz uma revelação bombástica! Voltei a lavar a cara de manhã!
Não fofuras, o chamamento da limpeza não se apoderou de mim. Lamento desiludir as vossas almas limpas, mas eu sou exactamente a mesma imunda matinal que era há dois anos atrás.
O que mudou? A pele fofuras! A vossa querida Muito Pipi foi surpreendida por um ataque de loucura facial. A outrora algo sensível, mas relativamente calma pele, que só aparvalhava em auto-defesa (como neste episódio negramente vermelho), tem andado a viver um momento de profunda rebeldia.
"Oh, minha querida, estás seca? Toma lá este creminho. Agora estás oleosa? Tudo bem, eu compreendo. Realmente não é fácil ser uma pele. Olha, experimenta isto. Ah... agora entraste em erupção? Não faz mal. Estou aqui para ti. Deita tudo cá para fora. Ai agora estás vermelha? Não te enerves que é pior, meu docinho!"
Meses de carinho, dedicação e investimento financeiro. Semanas passadas com dois cremes diferentes: um para as zonas secas, um para as oleosas. Dias de termalizações calmantes. Fiz tudo por ela e sabem que mais? Não serviu de nada! Presa por ter cão e presa por não ter, decidi correr para o meu dermatologista e fazer o que toda a mulher adulta faz quando se sente injustiçada: queixinhas.
Disse-lhe quão extenuantes tinham sido estes últimos meses e quão cansada estava desta vida. Falei-lhe do meu desejo de me entender com a pele. A resposta foi tão certeira como inesperada: "Está com acne adulta. Ligeira mas ainda assim acne."
Como? Acne? Mas... como? Ohhhhhh... acne? Isto é acne? Passada a surpresa inicial veio a compreensão. Afinal a minha pele não é uma estúpida sem sentimentos. Ela está doentinha! Oh... coitada!
Segundos passados a acarinhar a pele transformaram-se em minutos a tentar perceber as novas regras cutâneas. Ora bem... para começar acabaram-se os testes, as brincadeiras e as intimidades com todo um mundo de produtos.
A partir de agora é lavar o rosto com gel específico, hidratar com um produto específico, proteger a pele do sol com coisas específicas, lavar novamente com um gel específico e aplicar um produto de tratamento antes de dormir. Todo o dia, todos os dias! Sem desvios, rotas novas ou caminhos alternativos. Assim é negada a criatividade a uma pessoa.
Alegria das alegrias é o facto de neste momento estar na fase do tratamento em que tudo o que é borbulha aparentemente incubada vem à superfície. Wiiiii! Loucura! Em vez de 2 ou 3 bestas há agora umas 5 ou 6 a habitar neste rosto que é o meu, sendo que são esperadas mais durante as próximas 2/3 semanas. Uma festa na minha cara portanto, festa essa para a qual claramente não fui convidada mas à qual, ainda assim, tenho de assistir. Ah... e abrir espaço para quem mais queira juntar-se às comemorações. E assim se entra nos 29!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O camaleão da Dior


Perdoem pelo comboio de fotografias que se segue, mas há produtos que merecem ser mostrados loucamente sem medo de cair na obsessão.
Linhas suaves de delicadeza surpreendente e uma cor simplesmente bela, aliada a um relevo encantador, fazem do blush Rosy Glow da Dior um caso de amor Muito Pipizal.
Vejam quão absolutamente maravilhosa é esta embalagem. Um misto de prata e transparência. Brilho e subtileza. Oh (muitos corações!), haja bom gosto. Haja simplicidade. Haja leveza.
Não há como negar que o que motivou a compra da caixinha maquiante foi a embalagem. Ah... e também o preço. Não, a Muito Pipi não é uma insana que só compra coisas caras. Fofuras do mundo, esta pequena maravilha foi adquirida num momento "promoção louca". Posto isto, quem seria capaz de a abandonar numa prateleira iluminada? Que ser vil e cruel negaria um lar a esta pequena sensualona francesa? Eu não. Eu não. Claramente eu não!
A Dior diz que o Rosy Glow, numa dança única de envolvimento com a pele, é capaz de transformar a sua cor de forma a favorecer a pessoa que o está a usar, qual camaleão bochechal. Na verdade não posso confirmar se diferentes pessoas causam diferentes reacções blushísticas. Até agora só eu tive o prazer de o espalhar pela carinha (não toda, calma!). Ainda assim, posso dizer que isto é material do bom. E do bem! Do bem diabolicamente pensado para apatetar os amantes de coisas embelezadoras, mas ainda assim do bem.
O pó, temido por muitas meninas e meninos de pele seca, é muito bom e nada rapinador de humidades amigas. Aguardo para ver como se vai comportar este réptil dinâmico no Inverno, mas acredito que vá manter o (recentemente conquistado) posto de super favorito bochechal. 
Para já o único problema é a saudade antecipada das letras em relevo. Bem sei que vão sair. Bem sei que foram feitas para isso. Mas porquê???? Porque não pode uma pessoa usar sem gastar?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cabelo amanteigado

Olá, eu sou a Muito Pipi e sou uma manteigodependente.
Tudo começou em Julho quando comprei uns produtos novos. De lá para cá tenho experienciado uma forte adicção e não sei como avançar com a minha vida. Só penso em manteiga. Sonho com manteiga. Quero passar o dia a massajar-me com a manteiga. Só de imaginar a minha vida sem ela sinto o meu cabelo a embrulhar-se num novelo sem fim. Não sei o que fazer! Temo que esta dependência arruine a minha vida, entupa a minha banheira e acabe com as minhas poupanças. Os responsáveis? Os demónios da Rene Furterer, criadores da linha Karité. Acho sinceramente que esta gente devia ser punida. Não há ninguém que acabe com esta pouca vergonha?!
Confesso ainda só ter testado a máscara, o creme leave-in e o sérum reparador, mas temo! Temo muito meus caros. Temo pela minha segurança caso surja alguma oportunidade de mergulhar o cabelo nos restantes produtos desta linha.
O que será de mim? Como poderei continuar a viver? A vestir-me? A comer?!
O horror dos horrores começou com inocentemente sedutora Intense Nourishing Mask. Olhei para ela e pensei: "Que mal pode uma manteiguinha com coisinhas escuras fazer?" Muito! A embalagem é uma belezura. O cheiro é absolutamente irresistível. A textura é maravilhosa. Posto isto pergunto: Como pode uma pessoa evitar passar horas e horas debaixo de água a brincar com o cabelo recém mascarado? Como? Ohhhhhhhhhhhhhhhhh. Dureza das durezas! Mas o pior, o pior acontece quando chega a altura de retirar a máscara. Ohhhhhhhhhh (de novo)! Como dói deixá-la ir assim, cano abaixo, quando desejo secretamente mantê-la sempre comigo, num emporcalhamento capilar sem fim.
Quanto aos leave-in (o Nourishing Cream e o Repairing Serum), apetece tomar banho com eles.Não juntos num mesmo compartimento. Não não. Jorrá-los para cima mesmo! Mas não, aparentemente não é possível. Dizem os malfeitores da marca que basta uma pequena quantidade. E mesmo eu, cabeludona da vida com jubona abaixo da peitaça, vejo-me obrigada a não usar mais do que o equivalente a uma colher de chá do creme e dois pumps do sérum. Resultado: cabelo controlado, macio e cheiroso e várias horas do dia passadas num agarra e cheira capilar. Huuuummmmmmm! Delicioso! Hummmmm! Assustador!
Conselho final para os destemidos: caso queiram abraçar a vida do vício, vale muito a pena espreitar a marca no simpático, carinhoso e inesperadamente barato Cocoon Center. Não sei quanto custa este misto de emoções em Portugal, mas eu comprei 200ml de máscara (que bonito!) e 30 ml de creme por menos de 30 euros na lojinha online. "Ah, e o sérum?" O sérum foi oferta. Tudo para agarrar uma pessoa, para potenciar a dependência. "Ah, tome lá Sra Dona Muito Pipi, um produtinho maravilha totalmente grátis!". Muito obrigada demónio! Muito obrigada por transformar a minha vida num infinito inferno de dependência perfumada e sedosa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dica contra brancura desfeita

Uma pessoa levanta-se de manhã, lava a carinha (sim, depois de tempos assumidamente sujos, a Muito Pipi voltou ao mundo da limpeza matinal. Em breve mais pormenores), hidrata-se toda, aplica uma dose simpática de protector solar e, de repente, no meio da aplicação (ou mais tarde no meio da maquiação!), pedaços brancos começam a soltar-se. Nãooooooooooooooooo!
Mas porquêêêêêêêê? Cremes baixo nível? Protectores vagabundos? Pele do mal? Brancura que vem de dentro? Maldição? Possivelmente nada disto fofuras.
Depois de 28 anos de intensa protecção solar percebi que o segredo para evitar o visual borracha dilacerada por fortes apagadelas é não ser uma louca. Pois sim meus queridos, esta é a primeira dica amiga do dia, atirada directamente aos mãos pesadas do mundo (como eu!). Controlem-se fofuras! Eu sei quão emocionante é jorrar uma montanha de hidratante para mão e espalhá-la na cara. Oh se é! Mas não meus queridos, fujam disso! Um super mergulho cremoso, por mais refrescante que seja, pode não ser a melhor opção quando queremos que tudo corra bem na nossa vida facial (e social).
Dicona 2: Dar tempo ao tempo. Se a pessoa já está hidratada é sempre bom fazer uma pausa na beleza e ir comer, beber, desodorizar partes... Dar pelo menos 10/15 minutos à pele antes de ser atacada de novo é sempre simpático. Passado esse tempo força no protector! Com um pequeno cuidado: evitar o esfrega esfrega frenético.  Espalhar é bom, claro! Ninguém quer gotas brancas soltas pela cara. Tudo certo, tudo bem, tudo belo. Mas basta distribuir o produto fofuras. Não é preciso andar a passear com ele numa massagem infinita. Bem sei que alguns protectores antes de secarem deixam uma pessoa com um aspecto meio oleoso e nada gostoso. Não desesperem! Mais uma vez uns 10/15 minutos de pausa nas lides faciais deve resolver o problema. Caso contrário fujam dessa besta e procurem um amigo mais leve!
E é isto fofuras! Se ainda assim se desfazem a cada aplicação do protector ou da maquiagem, corram para o dermatologista mais próximo e falem-lhe da vossa tragédia. Ao que parece há produtos que não se dão muito bem e, no estrafego do conflito, coisas estranhas podem acontecer. Por isso, e porque uma pessoa merece estar protegida e gira, nada melhor do que pedir ajuda especializada a um domador de peles.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dior Show

Há mais de um ano atrás foi com toda a emoção que partilhei aqui um desejo ardente: ter uma Flash Corrector (a.k.a canetinha apagadora de emporcalhamentos diabólicos) só para mim.
Os dias passaram, a vida avançou, outros objectos do mal foram sendo comprados e a vontade que outrora parecia irresistível, foi sendo substituída por mil e uma outras paixões arrebatadoras. Perdão Dior, perdão!
Entretanto, há umas semanas atrás, na loucura já partilhada que são as promoções fortes e belas da Perfumes & Companhia, cruzei-me com a Flash Corrector. Linda, fofa e por metade do preço habitual! "Custava 20 euros, agora custa 10?" Wiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Emoção forte! Amor renascido! Necessidade imediata! Afinal, como pode uma pessoa negar a adopção de uma coisa que sempre quis ter (mesmo que dela se tenha esquecido)?
Agora, depois de várias semanas de partilha de intimidade, estou pronta para soltar a minha sentença. Condeno pois a canetinha preta à reclusão numa casa Muito Pipi durante a vida útil das suas 4 pontas húmidas, sendo a sua principal função a correcção pouco profunda e pontual de erros nada bonitos. Terá ainda oportunidade de gozar de saídas ocasionais, sempre que se antecipar a necessidade de correcção no exterior do imóvel.
E é isto! Mas não temam fofuras, o bicho pode ser usado sem medo em coisas escuronas, tipo delineador ou rimmel e tudo correrá bem desde que o limpem antes de o voltarem a utilizar. Caso contrário há uma forte probabilidade da vossa cara ficar mais suja do que limpa. Nunca!
No fundo a Flash Corrector é um extra. Não é um bem absolutamente necessário que muda a vida de uma pessoa. Que faz um ser humano apaixonado por maquiagem questionar-se como foi possível sair de casa decente sem ele? Não! Na prática é uma forma mais bonita e arrumadinha de resolver problemas técnicos. Mas não faz mais do que um cotonete molhado (em água, desmaquilhante, baba, azeite (como estes) ou em qualquer outra coisa que vos faça felizes). As diferenças entre a Flash Corrector e um pauzinho envolvido em algodão são duas: o aspecto e o preço.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Rampling Nars


Uma pessoa vive apaixonada pela Nars. Pois claro que vive. E, para que a convivência amorosa versão cosmética seja a mais feliz possível, não há como escapar à aceitação das pequenas imperfeições da marca amada. Entre nós (eu a Nars) há um problema: o empacotamento. É verdade que as caixinhas são práticas, simpáticas, duradouras e tal. Também assumo que não aparentam ter saído de uma ruela de horror, prontas a aterrorizar qualquer transeunte da avenida da beleza. Têm até um ar muito profissional e composto. Ainda assim, não me deixam louca de emoção cada vez que aparecem no meu campo de visão. 
Já o recheio é todo outro mundo que salta do preto básico, numa festa sem fim de pós gostosos, cremes apetitosos e cores deliciosas que conseguem vascolejar incessantemente o meu coração e abrir convictamente a minha carteira. Posto isto, ignorem-se as embalagens e esqueçam-se os exteriores luxuosos! A Nars merece! Mais ainda agora que, à qualidade maquiante decidiu aliar uma super força modelante. Haja imagem para tamanho poder de sedução!


Marcas que conseguem olhar para a beleza de uma forma realista, dinâmica e duradoura mexem comigo. Em particular quando escolhem como modelo a maravilhosa actriz Charlotte Rampling, de 68 anos. Sim sim!

E eis que, depois de ter elogiado aqui outra mulher que se insere belamente na categoria "mais de 50", voltei hoje a sentir-me motivada para a terceira idade. Seja a minha beleza igualmente serena, sedutora, cuidada e confiante e serei a sexagenária mais pipi de todo o sempre.
Nars + Charlotte Rampling = me likes it mais que demais!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Light Makeup

Se há coisa que entusiasma a rapariga Muito Pipi que sou eu, que me faz soltar gritinhos histéricos e descabelar a minha juba interior é material novo. Há material físico capaz de despoletar este tipo de comportamentos. Mas aquilo que enlouquece mesmo esta pessoa que vos escreve é perceber como as coisas funcionam, descobrir novidades escaldantes e enfiar-me por novas abordagens adentro.
Uma das maiores embaixadoras de inovação da minha vida é a Joana do See Music. E pois que ontem foi exactamente ela quem me brindou com o conceito de maquiagem electrónica. "Oi? Como? Quando? Onde? Porquê?" questionei-me eu. A resposta a (quase) todas as questões está aqui:

Acredito que alguns dos apaixonados por maquiagem possam não se sentir particularmente animados com esta técnica. Afinal, muito do prazer maquiante está na brincadeira, na experimentação e na criação. Ainda assim, para mim a maquiagem digital é absolutamente fascinante do ponto de vista artístico e cénico. Imaginar o potencial deste tipo de aplicação é um exercício deveras estimulante.
De resto, desejo muito ver na prática aquilo que me deslumbra em teoria. De preferência confortavelmente sentada numa plateia e impecavelmente maquiada. Por mim. Manualmente.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

De volta à vaselina

Fofuras, é oficial! A Muito Pipi desenterrou um amor antigo e está neste momento a viver uma fase "Vaselina".
Com certeza não será difícil para os meus amigos mais antigos abrir a gaveta das memórias e arrancar lá de dentro mais do que uma imagem da minha pessoa com uma bisnaga de vaselina na mão. Grandes e pequenas, usualmente mais feias do que bonitas, se há coisa que durante anos nunca faltou na minha mala foi pelo menos uma embalagem recheada com a pastinha branca.
Muitas piadas foram feitas, muitos comentários duvidosos foram proferidos, muitos olhares de vergonha alheia foram lançados. "Dá-me mais vaselina!" cantavam entusiasmadamente colegas e amigos de liceu, possivelmente na esperança de que eu e a minha queridinha seguíssemos caminhos opostos. Mas não! Nada abalou este amor. Bem. Mais ou menos. Na verdade aquilo que parecia uma relação de partilha, forte e duradoura, acabou no dia em que comecei a interessar-me seriamente por coisas hidratantes versão cheirosa e belamente embalada.
Com tempo, e de forma natural, a vaselina foi perdendo espaço na minha vida. Saindo das malas. Ficando largada em cima de qualquer mesa. Esquecida em qualquer casa de um qualquer amigo, familiar ou conhecido, qual plantação de indiferença. Entretanto as visitas à farmácia com intenções vaselinais terminaram. Era oficial: eu e a, outrora amada, vaselina haviamos seguido caminhos diferentes. E assim foi durante anos.
Há algum tempo atrás, enquanto vasculhava as prateleiras de um SuperCOR do mundo que é Portugal, deparei-me com esta embalagem fofa e com a promessa de me poder besuntar e perfumar ao mesmo tempo. Vaselina Neutra Perfumada. Ohhhhh (muitos coraçõezinhos..)!
E assim, do interior da cova profunda para onde havia sido atirada, a vaselina conseguiu encontrar o seu caminho de volta para dentro da minha mala e da minha vida.
Agora, depois de me ter rebolado com ela, num enrolanço carregado de saudade mas também de receio de desilusão, posso dizer, escrever e gritar bem alto que isto é material do bom!
O cheiro é poderosamente agradável. Muito ao estilo da Moranguinho, aquela boneca pequena que soltava um cheiro delicioso de borrachinha com outras coisitas mais (Hum... muito elucidativo!). Muito viciante!
De resto, é uma vaselina normal enfiada numa caixinha rosa e vermelha de plástico, cujos 40ml não chegam a custar 4 euros.
Posto isto, por estes lados reina a loucura vaselinal. É vaselina na mão, no pé, na unha, no cabelo. Vai vaselina em todo o lado que não a recebe desde que a última bisnaga foi atirada para o lixo. Vai um esfrega esfrega por aqui como nunca antes se viu. E vai muito bem, obrigada!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

De Gata "Borrateira" a Cinderela de Olhos Secos

Fofuras, a Muito Pipi descobriu a melhor coisa de sempre! Bom... mais ou menos. Na verdade eu descobri que alguém já tinha descoberto. Não tão entusiasmante, mas igualmente interessante.
Nos últimos meses, os meus olhos têm vivido um interminável momento "horror dos horrores". Secura? Vermelhidão? Dor? Outros horrores oculares? Por aqui é só escolher e misturar! Há simpáticos dias secos. Assustadoras horas vermelhas. Odiosos momentos de deserto doloroso. Num bom dia posso até surpreender o público com um potente lacrimejamento unilateral.
Vive em vocês um olho seco? Daqueles que parecem empenhados num infinito raspa raspa? Daqueles que só sossegam com uma esguichadela lubrificante para cima? Daqueles que usam rimmel, lápis e outras coisas com potencial borrador? Irmãos e irmãs de sofrimento, este post é todinho dedicado a vós!
Não sei o que acontece com as pessoas do mundo, mas eu sou particularmente eficaz no falhanço de alvos. É preciso deitar um gota para um olho? Nada a temer. A Muito Pipi derrama para cima do ouvido. Ou para a bochecha. Para a boca. Para o peito também dá! Não sei como nem porquê, mas a verdade é que muita gota já se desviou da rota desejada. Quando se parte um copo espalham-se pedaços de vidro por todo o lado. Quando a Muito Pipi atira uma gota para o olho é igual!
Porque uma pessoa gosta inovar mas não tanto, tento colocar gotas em frente ao espelho. É bom, é gostoso, é simpático. E permite ver o que está a acontecer, o que para mim é claramente imprescindível. Por outro lado, a posição não é a melhor. E, entre cabeças de lado, olhos esbugalhados e mãos abrutalhadas, mais tarde ou mais cedo algo acaba por transbordar para fora do olho. E aqui entra a dica escaldante!
Soem os alarmes, acendam-se as luzes e soprem-se esses apitos (Hum...), a vossa vida vai mudar! Ora bem fofuras, para fugir ao rolamento indisciplinado de molhangas arruinadoras de maquiagem pela vossa cara, qual avalanche destruidora do bom nome de uma pessoa, basta inspirar no momento em que largam o bicho. Tão simples quanto isto. A gota é sugada, o olho fica feliz e as pessoas à vossa volta não temem pela vossa sanidade mental. 
O lado menos divertido desta técnica é o facto de poderem ter de usar mais gotas. Na verdade, talvez por o líquido desaparecer rapidamente, parece-me que este método não lubrifica tão bem os olhos como a técnica do jorramento despreocupado. Por isso mesmo pode ser interessante repetir o processo duas ou três vezes. 
Da minha parte, tudo bem. Antes gastadora do que borradora!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A terra prometida

A lua brilha lá fora. O calor abafa uma pessoa. O tempo convida a actividades veranis e refrescantes. Porque Um Blog Muito Pipi gosta de vos dar tudo aquilo de que precisam para atingir a felicidade eterna, hoje o foco vai ser atirado para cima de... descontos! Dos bons. Dos fortes. Daqueles que fazem as almas sedentas de beleza salivar de desejo. Daqueles que podem retirar das nossas costas 60% do valor inicial de um produto. Oh yes! Onde? Na Perfumes & Companhia!
Ontem, via Facebook, partilhei a versão (mais ou menos!) embalada desta fotografia. Fofuras minhas, o que veem mais não é do que o resultado de uma semana de intenso trabalho comprístico. Mal tenho tido tempo para descansar, tal tem sido a azáfama.
Para apoiar meninas e meninos desavisados e desconhecedores do festival de emoção que decorre duas vezes por ano na Perfumes & Companhia, aqui vos deixo um elaboradíssimo, envolvente e por demais útil "Guia monetariamente mortal para compras felizes". Aqui vão 8 dicas do bem para o afundanço geral:
1. Esperar o inesperado - Fofuras, uma pessoa acredita na uniformidade de preços e de descontos dentro de uma cadeia de lojas. Erro! Entre a saída de um estaminé e a entrada noutro tudo pode mudar. Produtos disponíveis, descontos aplicados, variedade de cores. É de levar um ser humano à loucura! A título de exemplo: na imagem acima figura o blush Rosy Glow da Dior, compradinho por metade do preço habitual. Tudo lindo, tudo maravilhoso, tudo emocionante. Mas não tanto como a descoberta que fiz uns dias depois de o ter adquirido. Então não é que noutra loja da Perfumes & Companhia o mesmo fofinho mantém o seu preço de sempre? Horror dos horrores (e orgulho dos orgulhos por o ter conseguido rapinar no sítio certo!).
2. Viajar, viajar, viajar - Esta podia bem ser a parte b da primeira dica. Não digo que seja necessário calcorrear todas as lojas da Perfumes & Companhia do país (hum...). Mas se viverem numa zona com mais do que um estabelecimento da marca, vale super a pena fazer uma ronda de reconhecimento. Acreditem, nunca se sabe de onde podem saltar as melhores e maiores jóias maquiantes.
3. Aceitar o aparente desinteresse dos outros - Estranhamente, pelo menos na zona onde vivo, as prateleiras carregadinhas de pequenas maravilhas não parecem entusiasmar muita gente. Estarão as pessoas a viver no desconhecimento, qual Muito Pipi antes de Dezembro de 2013? Será que desconfiam da qualidade e, quiçá, da proveniência dos produtos em promoção? Sentir-se-ão ultrajados com a redução de preço das marcas caras? Estarão a viver um momento de total descapitalização? Tantas questões. Nenhuma resposta.
Qualquer que seja a verdade, na realidade pouco importa. Mais sobra (se bem que encontrar uma situação semelhantee à da imagem poderia ser profundamente enriquecedor)!
4. Ser paciente e dar tempo ao tempo - Os descontos são uma emoção! Em bom, porque claramente comprar coisas a metade do preço é sempre excitante e em mau, porque a organização não costuma abundar na zona saldística. Na realidade, as prateleiras dedicadas às maravilhas (mais) baratas têm por norma um toque de caos, que pouco ou nada se deve à passagem descontrolada de centenas de mãos frenéticas, em busca do batom perfeito. A questão é que, em vez de belos expositores cheios de testers, há toda uma amálgama de caixas empilhadas. Isto significa que é preciso mexer e remexer, investigar a fundo e, sobretudo, verificar embalagem a embalagem o preço. Diferentes cores, de uma mesma linha de uma mesma marca, podem apresentar descontos chocantemente distintos. 
5. Dedicar algum tempo a uma investigadela básica - Uma coisa que eu tenho sentido que ajuda no momento do estrafego que é a visita aos saldos é (supondo que uma pessoa não quer estar muito tempo em poses estranhas, atarrachada qual lapa a uma prateleira) pesquisar um pouquinho antes. Passear pela internet, dar uma vista de olhos em sites cheios de imagens de produtos (como o Temptalia e o KarlaSugar), conhecer melhor as marcas que mais vos interessam, ler opiniões sobre coisinhas que captaram a vossa atenção e fazer uma listinha de interesses especiais pode facilitar em muito a vida de um comprador em tempo de descontos.
6. Não sair de casa sem um aparelho com ligação à internet - Em particular se não tiverem tempo e/ou paciência para o conselho anterior, acreditem que uma pesquisa móvel em plena loja pode ajudar a tomar grandes decisões. Sim sim, meus queridos. É que a quantidade de produtos é grande, mas os testers nem sempre abundam. Porquê? Entre outras razões, parece que em vez de aproveitar as promoções, o pessoal usa a época de descontos para rapinar o material que deveria ajudar quem quer comprar as coisinhas. E pergunto eu: "Mas porquê?" Quem é o ser higienicamente alienado que quer usar nos lábios um batom que, para além de ter passado horas a fio aberto num local cheio de luzes, pode ainda ter percorrido os lábios, dentes, rosto e (quem sabe que mais partes do) corpo de meia cidade? Eu não!
7. Chatear sem medos - Nem sempre há amostras. As embalagens estão seladas. Uma pessoa não conhece todas as cores que as marcas inventaram até hoje. Nem sempre a pesquisa virtual consegue responder a todas as nossas questões. Por isso, fofuras minhas, na dúvida peçam a um dos vendedores que tenha a bondade de abrir as embalagens que vos interessam. Afinal, uma pessoa precisa de condições para fazer um bom trabalho!
7. Espreitar com atenção perfumes e cremalhada - Não só de maquiagem vive um indivíduo, não é verdade? A Perfumes & Companhia sabe! A variedade pode não ser enorme, mas mesmo assim vale sempre a pena uma visitinha à secção não maquilhística. Nem que seja para ouvir a indignação sonora de um rapaz que, perturbadíssimo, se recusava a acreditar que um BB cream de olhos da Dior pudesse custar 20 euros. "20 euros? Está tudo parvo?", disse ele horrorizado. Ao que eu respondi, interiormente claro, "Haja respeito... isto é Dior!"
8. Guardar a carteira no fundo mais profundo da mala - Um grande problema neste mundo de descontos é o carteirismo. De um tipo especial, mas ainda assim inegavelmente uma forma de carteirismo. Aqui os larápios não são profissionais de mãos leves. Não! São amadores de consciência pesada cuja alma grita "fiquem-me com tudo!". Meus queridos, se há em vós uma paixão por produtos de beleza, vai chegar inevitavelmente o momento em que, de cestinho dourado cheio, vão querer entregar todos os vossos bens (e roubar mais alguns) para poder pagar tudo. Se, e quando chegarem a esse estado, aconselho inspiração, expiração, reflexão e, em último caso, forte poder de selecção.
E agora vão... vão em busca da terra prometida! Boas compras!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Emocional Circus

Meus queridos, há no mundo situações que falam mais alto que tudo o resto. Que gritam! Que nos obrigam a abandonar quaisquer outras ocupações. Que exigem que as partilhemos, tão só a apenas porque nos emocionam, impelindo lágrimas a atirar-se dos nossos olhos. Nesses momentos uma pessoa percebe que tem nas mãos um tesouro. Um pó de perlimpimpim. Um microfone sentimental. Uma chibatada de emoções. 
Assim é o vídeo abaixo. Qual montanha russa brasileira, o jovem intérprete leva-nos numa viagem artística pela mente humana. Alegria. Entusiasmo. Revolta. Choque. Dor. Desgraça! Porque ser humano é ser uma imensidão de coisas.
E é assim que, sob a alçada espiritual de Britney Spears, a musa inspiradora do artista, chega até nós um belo exemplo de arte contemporânea.  
Palavras para quê!
(Obrigada João!)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Os queridinhos virtuais - parte 1

Fofuras minhas, hoje é dia de paixões. Não. Não são paixões cosméticas nem maquiantes. Hoje vou dar descanso ao corpo e soltar outras coisas (Hum...). Hoje é dia de paixões interiores. Daquelas que nos embelezam por aquilo que acrescentam à pessoa que somos.
Como prometido há umas semanas atrás via Facebook, A Muito Pipi vem por este meio lançar a chama da iluminação sobre blogs e páginas que me fazem muito feliz. Sendo uma fofa e doce criatura, prometo não vos esconder nada.
Entre fotografia, literatura e música, cabe de um tudo nesta primeira lista. A parte 1 dos "Queridinhos Virtuais" começa agora:
-Avis Alentejo - Um delicioso blog fotográfico feito por José Vilhena Moreira e Madalena Abreu, paragem necessária para os apaixonados pelo alentejo. Fotografias belas, cheias de detalhes portugueses e repletas de reflexos de cumplicidade. Para mim, um espaço familiarmente aconchegante. 
-La Traversée - Meninas (e quiçá também meninos) adolescentes, não procurem mais! Acredito que vão ser muito felizes por aqui, neste que é um Tumblr (quanto custa dizer isto!) carregado de inspirações jovens. Uma expressão actual de sentimentos, desejos e anseios pré-adultos. Um bom passeio pela mente juvenil.

-Memória com História - Uma viagem pelo passado historicamente recente através de imagens. Por lá encontram-se belas fotografias de família, retratos deliciosos da evolução publicitária e exemplos surpreendentes de publicações antigas. Mais do que interessante, é verdadeiramente encantador.
-Miguel Santana Photography - Há pessoas que percebemos desde cedo que querem mais, que precisam de mais. Pessoas cuja força criativa ultrapassa em muito aquilo que é conhecido e esperado. Miguel Santana é uma dessas pessoas. E é com emoção que eu, antiga companheira de brincadeira, vejo que a criança entusiasta e cheia de ideias que eu conheci, cresceu para se tornar um artista esplendoroso.
-Rente ao Plasma -Outrora, num post sobre o Toy (sim, neste blog há espaço para tudo!) usei uma imagem captada pelo autor deste blog. Comentários políticos, montagens inusitadas mas certeiras e um grande sentido de oportunidade fazem deste local um gigantesco baú de surpresas. Hilariante. Inventivo. Genial!
-Ruinologias -Já tinha falado sobre este blog aqui. Mantenho tudo o que disse (até porque a Muito Pipi pode ser uma louca sim, mas não das que saltitam de opinião em opinião quais passarocas perdidas num quarto escuro) e acrescento: as imagens e as palavras que por lá passeiam são sublimes. Verdade seja dita que adoro o autor, mas mais do que isso admiro a magia com que manipula as formas, físicas e verbais.
-See Music (Music to Be Seen Feelings to Be Listen) - Criado por uma das pessoas mais maravilhosamente divergentes e curiosas que conheço, este é um espaço dedicado à descoberta. De música sim, concerteza. Mas sobretudo de sentimentos. Sem dúvida um local a visitar por todos aqueles que procuram um olhar emocional através do toque musical. Livre. Franco. Puro.
-Sentido dos Livros - Mais do que um blog, esta é uma exposição literária. Um museu de ideias, opiniões e sugestões. Uma narrativa de amor apaixonante entre um homem e as histórias que, impressas, o circundam. Assim é o Sentido dos Livros. O autor descreve-o como um blog sobre "livros, escritores e editoras". Para mim é muito mais. É um olhar pessoalmente atento sobre as palavras. Um passeio pela complexidade humana. Uma fresta para a imensidão que é João Oliveira, o autor.
-The Vision - A pessoa por detrás desta página é uma das mais bonitas e talentosas jovens fotógrafas que circulam por aí. Pelo The Vision vão poder encontrar retratos do mundo, mas sobretudo harmoniosos momentos londrinos. Super inspirador, em particular porque a menina em questão tem apenas 17 anos. Ah, e também porque é minha irmã. Claro! Deslumbrante, criativa e muito muito dotada (hum...) só podia mesmo ser irmã da pessoa Muito Pipi que sou eu. Alucinações orgulhosas à parte, devo dizer que aguardo ansiosamente pelo crescimento do acervo fotográfico presente neste Tumblr. Actualizações, por favor!
E depois disto, aguardem fofuras, aguardem a segunda parte desta selecção virtualmente amorosa. Em breve, num pipizal perto de vós!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Nuxe: protectora perfumadora

Fofuras do mundo, habitantes deste local ensolarado, cheio de luzes prontas a queimar o nosso corpo e a derreter a nossa alma sedenta de juventude, a Muito Pipi tem uma nova paixão protectora.
A facilidade com que me entrego a produtos é conhecida. No fundo não sou mais do que uma coelhinha saltitante que se deixa alegremente levar nas garras cheirosas e embelezadoras de aves de rapina cosméticas. Mas não se iludam! Deixar-me seduzir com facilidade não significa envolver-me em relações amorosas duradouras, nem tão pouco apaixonadas com qualquer bonitinho lançador de charme. Sobretudo quando o assunto são protectores solares.
Nesta área, e depois de anos de produtos escolhidos pela família, o primeiro amor  protector chegou a mim através da Roche Posay, que me encantou com a sua abundância de fluidos. Muito tempo depois, entrou na minha vida uma pequenina e cheirosinha arma da Chanel. E até há bem pouco tempo foi isto. Mas agora, agora meus fofos, agora tudo mudou! Agora dou por mim entusiasmada com a chegada do momento de defender este corpo do sol. A razão? Vício perfumante minha gente. Só e apenas vício perfumante.
Queridos e queridas deste mundo, o responsável por esta apetitosa adição é o Delicious Lotion For Face and Body (High Protection SPF 30), da Nuxe.
Haja pele para jorrar esta maravilha para cima! Oh sim! É que para além de um cheiro indescritivelmente bom (algo da família olfactiva do Huile Prodigieuse), o líquido branco tem uma textura magnífica. Muito ao estilo de um fresco e delicado hidratante corporal. Ohhhhhhhhhh! Loucura das loucuras, amor dos amores.
 A marca diz que pode ser usado em tudo quanto esteja de fora. A Muito Pipi teme e opta por afastar o rosto da loção deliciosa. Não que ela seja assustadora, nada disso. Simplesmente prefiro produtos pensados especificamente para a pele do rosto. Ainda assim, acredito que muitos de vós possam ser felizes com este queridinho por todo o lado, em particular se não tiverem pele sensível e se não forem uns cocós como eu.
Melhor: os aterrorizados da vida com a possibilidade de efeitos fantasmagóricos podem descansar e suspirar de alívio. Não há qualquer esbranquiçamento da pele. Só um brilho subtil, delicado e perfumado.
E perguntam vós, curiosos sedentos de informação: "Onde se vende em Portugal?" Boa pergunta. O meu veio por 17.50 euros do maravilhoso Cocoon Center, uma farmácia online que conheci através do viciante blog Coisas& Cenas.
E com isto me despeço, com um caloroso até amanhã! Sim... que a Muito Pipi pode andar num compasso de escrita caracolento, mas esta semana tudo vai mudar. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Chorando por dentro... suando por fora

(Aviso à leitura: o post de hoje serve pura e exclusivamente para efeitos queixosos. Se não deseja ouvir lamentos hiperbólicos fuja. Corra! Afaste-se daqui!)
Neste momento mais não sou do que uma pobre mulher, rebolando pela existência, numa eterna bola de neve de afastamento em relação aos bens essenciais à felicidade e ao conforto. Um farrapo de pessoa, vítima chorosa, injustamente atirada para fora da caixa de amor e segurança onde outrora vivi. Uma pobre louca, que tenta a todo o custo negar a realidade. Uma Muito Pipi muito pouco pipilante.
Há mais de um ano atrás, partilhei o horror que senti ao pensar que o meu desodorizante queridinho tinha sido descontinuado. Na altura, tudo terminou bem, consegui colocar-lhe as mãos em cima, esfregar as axilas com ele e respirar (e transpirar) de alívio. 
Agora, muito tempo depois, é com tristeza que me vejo obrigada a aceitar o inaceitável. O amor dos amores, ajudante em tempos de crise, Desodorizante em Creme para Peles Sensíveis e Depiladas, da Vichy, morreu.
Embora o site da marca insista na sua existência, a verdade é que o mundo farmacêutico grita o seu desaparecimento.  Tal como outrora, em tempos de dor e sofrimento devido à fuga do desejado Active C, a Muito Pipi volta a pedir: se alguém sabe do paradeiro deste amigo de todas as ocasiões, tenha a bondade de me auxiliar. E atenção fofuras: não se deixem enganar por uma embalagem semelhante que anda por aí. Ansiosa, corri muitas vezes para um produto que julguei ser o meu amado. Mas não. Era o Tratamento Antitranspirante 7 dias. Malvado engano! Dor das dores!
Muitas desilusões depois, é assim que, chorosa, ranhosa e quiçá suada, me despeço do meu amado Vichy. Adeus meu querido, adeus companheiro. Serás para sempre recordado com carinho. Em mim ficará para sempre o toque suavemente cremoso dos teus ingredientes. Dentro do meu armário de produtos haverá sempre um espaço para ti. Na minha conta bancária estarão sempre 10 euros guardados, em tua memória. Muitos podem vir. Mas como tu mais nenhum. Um bem haja e até sempre!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mascarando

Uma coisa que eu percebi desde cedo foi quão perigoso é confiar amados fios de cabelo a cabeleireiros desconhecidos.
Meus queridos trabalhadores do sector capilar, infinito perdão vos peço. Bem sei quão violenta é a frase que inicia este post, mas quem já foi várias vezes ofendido por tesouras perdidas pelos trilhos pilosos de uma cabeça, sabe bem do que falo.
Não me entendam mal: há pelo mundo maravilhosos profissionais. Daqueles que ouvem e respeitam (ai sim, por favor!) os seus clientes. Que não nos levam o cabelo todo quando o pedido foi "um cortezinho pequenininho". E que não nos deixam sair do salão, aos 26 anos, com cara de velhota doente, resultado de uma descoloração que claramente passou do ponto. Daqueles que aconselham. Daqueles que sabem de facto o que fazem e que têm prazer em oferecer o melhor serviço possível. É graças a uma dessas pessoas que a Muito Pipi raramente usa condicionador.
Não. Não ando por aí a dar a dar com cabelo acabadinho de sair do champô, directamente para a realidade seca. Nada disso! Também não tenho absolutamente nada contra condicionadores. Antes pelo contrário. Simplesmente, e de forma geral, sinto que a peruca se comporta melhor quando interage com máscaras.
Cabelos finos, encaracolados e super longos (como são os meus) não costumam ser os mais hidratados ou comportados do mundo. Parece que o formato espiralado dificulta o escorregâncio do óleo para as pontas! Rezas, preces, danças da chuva... nada! O maldito não desce o suficiente. Mas com a Muito Pipi, se não vai a bem vai a mal! "Ai não queres descer, nojentinho indolente? Então também não preciso de ti!" E foi assim que as máscaras ganharam um lugar encantado na minha banheira.
Um pequeno (grande) desvio para alertar os utilizadores de máscaras capilares que habitam com outros seres humanos. Cuidado! Uma pessoa unta o cabelo com materiais potentes e, no meio desse estrafego, há todo um besuntamento colateral de banheiras.
Ditam bons hábitos de convivência que uma pessoa proceda à higienização do local onde se lavou, antes que outros para lá se enfiem. Mas há coisas meus queridos, há coisas que não vão pelo ralo abaixo com uma pequena chuveirada. Depois de muitas escorregadelas masculinas, a última das quais culminou com a aterragem de um pulso em cima de uma torneira, eu não poderia deixar de vos avisar. Se querem manter as vossas relações, e os corpos dos vossos mais do que tudo intactos, cuidado, muito cuidado! Se, por outro lado, são obrigados a conviver com pessoas que preferiam ver longe, então o meu conselho é: não limpem! Deixem que o vossa máscara faça o trabalho sujo!
No mundo após retirada do champô, uma das minhas super queridinhas Armadilhas de Satanás é a máscara Time Restore da Schwarzkopf.
Não deixem que a embalagem vos confunda fofuras. Apesar da marca indicar o uso desta linha em cabelos maduros e frágeis, a experiência diz-me que isto é material para fazer muitos encaracolados felizes! Em particular se fazem coisas malvadas aos vossos cabelos, seus diabinhos destruidores de crinas.
Eu conheci-a depois de uma terrível experiência de mudança de visual e a verdade é que revitalizou fios que estavam sedentos de ajuda. Sedentos tipo zombies a brotar do chão, de bracinhos ossudos levantados para o céu, tentando agarrar qualquer oportunidade para sobreviver. Assim estavam os meus amigos peludos, assim estava a minha alma, terrivelmente esfaqueada por uma cabeleireira do mal!
Confesso que não sei como se comporta em fios mais velhotes. Mas em novinhos louquinhos e enroladinhos, é do melhor! O resultado são cabelos com bom aspecto, com movimento, com volume e muito, muito, bem cheirosos! Tudo por menos de 20 euros.