Nos últimos meses, os meus olhos têm vivido um interminável momento "horror dos horrores". Secura? Vermelhidão? Dor? Outros horrores oculares? Por aqui é só escolher e misturar! Há simpáticos dias secos. Assustadoras horas vermelhas. Odiosos momentos de deserto doloroso. Num bom dia posso até surpreender o público com um potente lacrimejamento unilateral.
Vive em vocês um olho seco? Daqueles que parecem empenhados num infinito raspa raspa? Daqueles que só sossegam com uma esguichadela lubrificante para cima? Daqueles que usam rimmel, lápis e outras coisas com potencial borrador? Irmãos e irmãs de sofrimento, este post é todinho dedicado a vós!
Não sei o que acontece com as pessoas do mundo, mas eu sou particularmente eficaz no falhanço de alvos. É preciso deitar um gota para um olho? Nada a temer. A Muito Pipi derrama para cima do ouvido. Ou para a bochecha. Para a boca. Para o peito também dá! Não sei como nem porquê, mas a verdade é que muita gota já se desviou da rota desejada. Quando se parte um copo espalham-se pedaços de vidro por todo o lado. Quando a Muito Pipi atira uma gota para o olho é igual!

Soem os alarmes, acendam-se as luzes e soprem-se esses apitos (Hum...), a vossa vida vai mudar! Ora bem fofuras, para fugir ao rolamento indisciplinado de molhangas arruinadoras de maquiagem pela vossa cara, qual avalanche destruidora do bom nome de uma pessoa, basta inspirar no momento em que largam o bicho. Tão simples quanto isto. A gota é sugada, o olho fica feliz e as pessoas à vossa volta não temem pela vossa sanidade mental.
O lado menos divertido desta técnica é o facto de poderem ter de usar mais gotas. Na verdade, talvez por o líquido desaparecer rapidamente, parece-me que este método não lubrifica tão bem os olhos como a técnica do jorramento despreocupado. Por isso mesmo pode ser interessante repetir o processo duas ou três vezes.
Da minha parte, tudo bem. Antes gastadora do que borradora!